O livro repercute seus vastíssimos conhecimentos teórico-conceituais, prática e estado da arte. Alguns, apenas alguns pontos de importância, são assinalados, devido à riqueza de conhecimentos da obra e amplitude da sua abrangência.
1. Formação científica do Perito Forense — pessoal, individual. O autodidatismo é o caminho. Enfrenta as dúvidas sozinho, busca respostas nos livros, divide conhecimentos com outras pessoas. Aprende na prática. Inexistem cursos de residências médicas ou escolas especializadas para o ensino de Psiquiatria Forense.
2. Psiquiatria Clínica e Psiquiatria Forense são de objeto de investigação e metodologias diferentes — a Psiquiatria Clínica se atém ao diagnóstico, tratamento do transtorno mental. É eminentemente clínica, como bem diz o seu nome. A Psiquiatria Forense volta-se para os efeitos jurídicos do comportamento do periciado. Baseia-se na sua relação com a lei.
3. O Psiquiatra Forense; sua consciência crítica — prudência, cautela, jamais emitir laudo ou concluí-lo sem estar absolutamente seguro sobre a questão. O que, de fato, representa a verdade.
4. Perito não é advogado — evitar consistentemente advogar para qualquer das partes. Perito é técnico médico. O laudo será frio e imparcial, de acordo com as boas práticas periciais.
5. Perícia Forense, três estados mentais — mais diferenças são encontradas em relação à Psiquiatria Clínica. Os estados mentais:
I. Período de acalmia
II. Intervalo lúcido
III. Período médico-legal da doença mental
1. Infortunística — três pontos determinantes
Alegação de falsas doenças quando não simulaçãoII. Nexo causal com a doença alegada. Conexão lógico-inteligente entre a causação da doença e a doençaIII. Valor do atestado médico. Muitas vezes ele é utilizado na tentativa de conseguir licença-saúde, aposentadoria etc.