Muitos são os motivos pelos quais se pode editar um livro científico: erudição em um tema, antevisão do futuro, revisão histórica sobre o conhecimento até aqui adquirido, entre outros.
Todos louváveis e consistentes com excelentes publicações.
Este Manual de Condutas em Geriatria Ambulatorial tem uma motivação adicional: unir os diferentes patamares da formação universitária em prol de um texto suficientemente amplo e abrangente, sem comprometer sua precisão e aprofundamento.
Em cada capítulo
encontraremos a sutileza do olhar curioso de alunos das diferentes áreas de graduação, misturando-se ao conhecimento adquirido na fase inicial da vida profissional dos Residentes e Especializados de Geriatria e Gerontologia, todos modulados pela supervisão dos seus mestres nos bancos acadêmicos e nas atividades assistenciais hospitalares.
Simbiose arrojada esta, que une aqueles que iniciam sua busca pelo saber aos que já o possuem, mesmo que ainda de forma incompleta, tendo como mentores e revisores aqueles que colecionaram conhecimento e experiência por décadas de prática acadêmica.
Para que esta parceria pudesse acontecer a contento, uma cuidadosa seleção de temas foi feita e refeita inúmeras vezes.
Prevaleceu o consenso de que teríamos um Manual que realmente merecesse essa denominação: estar à mão para a maior parte das necessidades de atuação na saúde de quem envelhece.
A escolha do ambiente ambulatorial decorre deste ser, sem dúvida, aquele onde podemos agir no diagnóstico e controle das doenças crônicas no patamar primário e secundário, no qual a autonomia e a independência do cliente ainda não estão comprometidas a ponto de necessitar da internação hospitalar e/ou do atendimento domiciliar. Temos a certeza que, quando bem elaborada e conduzida, a atenção ambulatorial interdisciplinar ao idoso permite uma melhor evolução das enfermidades previamente diagnosticadas ao lado da detecção precoce e prevenção das complicações que podem delas decorrer.