Como se sabe, há toda uma sorte de doenças sistêmicas, particularmente, as crônicas, cujas repercussões fisiopatológicas estendem-se ao sistema nervoso. Ora, o clínico e, muitas vezes, o neurologista não conseguem através dos procedimentos comuns da propedêutica médica identificar a sua origem.
Evidenciam sinais, sintomas e muitas vezes alterações de imagens e de laboratório sem, contudo, lhe configurar a sua verdadeira essencialidade; ou seja, seu caráter sistêmico.
Se o organismo humano tem sua fisiologia sistematicamente regulável, numa interdependência, é mais do que compreensível o clínico e o neurologista adotarem essa linha de pensamento em suas investigações.
Eis, pois, o núcleo didático e a força de ensino do presente trabalho abrir o raciocínio do clínico numa interação clínica médica-neurologia; neurologia-clínica médica.